Existem basicamente três formas na vida de fazer uma lavagem para livrar-se dos problemas, com efeitos progressivos nesta ordem: 1) tomando banho; 2) comendo água; 3) se afogando em lágrimas. Eu adotei, ontem, a terceira opção, e recomendo intensamente.
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Depois de Howl e Haku, vamos a Ashitaka. O melhor de tudo foi a última frase do filme. Me perguntei tanto tempo porque diabos os homens de Miyazaki eram tão perfeitos, e Duda me veio com a resposta mais simples e óbvia: eles são meio femininos. É que eles se preocupam com os sentimentos das suas amadas, e os homens de carne e osso não costumam saber lidar bem com isso. Ponto positivo: estou indo pra França. Ponto negativo: eu não tenho esperança de que os homens deixem de ser ogros mesmo lá.
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“love can be so strange
don´t it amaze you?
every time you give yourself away
it comes back to haunt you
love´s an elusive charm and it can be painful
to understand this crazy world
but you´re not gonna crack
no you´re never gonna crack”
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Basta conversar um pouco com quem entende de vida (cansei das pessoas que entendem de sobrevida), e meu prazer pelas coisas volta completo. Se eu pudesse, casaria ou seria adotada por Dra. Fernanda só pra ouvi-la todos os dias. Tomara que eu seja que nem ela quando eu crescer: simples, linda, prática, inteligente, gentil, independente, cheia da grana… Aiai. Eu sou mesmo uma menina perto dela.
Mas eu chego lá. Ao menos, só falta um mês pra novembro acabar. Então, depois só vai faltar mais um mês pra dezembro acabar. Superei setembro e outubro. Se eu não me atirar da janela da faculdade, eu chego lá.
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“run my baby run my baby run
run from the noise of the street and the loaded gun
too late for solutions to solve in the setting sun
so run my baby run my baby run”
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Criei mil teorias, fiquei triste e deprimida, depois decidi mudar, e aí cheguei á conclusão de que tudo continuava a mesma coisa, baixei mil filmes de Miyazaki, chorei, ri, pedi colo, pintei a unha de rosa. Eu me esforço pra deixar as coisas melhores. Mas o mundo parece não mudar com o passar os dias. Os dias são os mesmos, as pessoas são as mesmas, os pensamentos são os mesmos, os preconceitos também. Então eu fico louca de raiva, digo que vou mudar tudo, choro, quero morrer, vou dormir. E, quando eu acordo, os dias continuam os mesmos. É tudo igual. As pessoas são todas iguais, com poucas exceções. Eu odeio o mundo.
Um abraço de verdade não basta. Agora, é preciso me convencer todos os dias de que vale à pena acordar no dia seguinte.
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“life can be so cruel
don´t it astound you?
so when nothing seems too certain or safe
let it burn through you
you can keep it pure on the inside
and you know what you believe to be right
so you´re not gonna crack
no you´re never gonna crack”
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Continuo perdida no meio do caminho entre mim e minha vida. Como se estivesse num rio de correnteza forte, não consigo pôr os pés no chão, nem nadar contra a corrente, e me deixo levar. Quanto mais eu luto contra as águas, mais me afogo e perco minhas forças. Se me abandono à correnteza, não sei onde vou parar. Nada é bom o suficiente. Não sou nem a dama de ferro, nem a menina de olhos brilhantes. Não sou nada. E nada é bom o suficiente, então eu não sou boa o suficiente. E a minha confusão é tanta que me sobram palavras automáticas e sem sentido.
Como encontrar o caminho entre mim e o fundo do rio? Como voltar a ter os pés no chão, e a força pra nadar contra a corrente? Eu queria, ao menos, ter a força de alcançar os outros que passam por mim na correnteza…
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“find out who you are before you regret it
cause life is so short there´s no time to waste it”
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Desculpem os transtornos. Ainda falta algo de mim, talvez um parafuso. Mas eu chego lá. Espero.
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Sra. Tempestade - Meu filho vai ser gay.
PS: A música é Run Baby Run, velha conhecida do meu amado Garbage.
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