Desengatada

Ontem, quando cheguei em casa, ninguém miou pra mim, reclamando da minha demora. Depois, quando fui para o quarto, ninguém se roçou em minha perna pedindo carinho. Quando fui tomar banho, ninguém reclamou que eu tinha fechado a porta, e me pediu pra entrar, só pra ficar brincando com o box do banheiro, molhando e sacodindo a pata na água fria.

Ninguém desfiou minha roupa. Ninguém ficou andando na frente do computador, tentando chamar minha atenção. Ninguém deitou em cima da sagrada mesa de meu pai, ou puxou os papéis da impressora.

Fico me perguntando quanto tempo essa saudade vai durar, se vou passar sete meses morrendo todas as vezes que eu vejo uma sombra e acho que é ele. Pra quem é um pé no saco, ele faz muita falta. E só de pensar que nunca tenho tempo pra ir em Jauá, e que vou ver ele, no máximo, uma vez por semana, dá vontade de chorar. 

Eu sei que uma hora ele vai ficar bem, e eu também vou. Mas até lá, minhas noites serão mais frias, sem minha bola de pêlos pra esquentar meus pés, e minhas manhãs, menos divertidas, sem ninguém pra brigar por minha atenção.

Biu.

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Tempestade - “I’m lost in his little yellow round eye…”

Abrigada ou obrigada?

Não faz diferença que eu mije no quarto inteiro. Ele não é, nem nunca será meu. E viva minha querida irmã, que pegou a chave da casa própria dela, ou dela própria, hoje. Que inveja. Da boa.

É fácil saber quando o quarto não é seu: não pedem licença pra entrar, não pedem por favor pra você sair. Nada mais justo, eu não pago o IPTU da casa.

Assim, desabrigada e desconsolada, vou me despindo do pouco que me sobrou: até minha querida companhia felina vai me deixar.  Estamos ambos sem teto.

Aí me bate uma louca e eu abro meu horóscopo diário. É óbvio que eu não acredito em astrologia, que coisa idiota! Mas que funciona que é uma beleza, ah, isso, funciona!

12 novembro 2008 

Você montou uma história, mas certas pessoas se encarregam de desmontá-la. Nesse momento, o melhor a fazer seria pisar no acelerador e reinventar-se, porque ficar se justificando só contribuiria a prolongar o estado de conflito. 

Boa menina que sou, vou seguir o conselho: serei eu mesma meu castelo animado. Pisar no acelerador e reinventar-me. Será que vou nascer prematura? Acho que não. Quem aguentou até aqui, passa fácil os próximos 200 mts.

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Sra. Tempestade - Tudo tem um preço. 

A lebre e a tartaruga

Muito, e, ainda assim, pouco para falar. Estou economizando todas as minhas energias nesses tempos de vacas magras.

Já está acabando, pequena, já está acabando… Só mais duas colheres de sapo para engolir, e o ano acaba. Muito bem, pequena. Você está indo muito bem… Mantenha distância das tentações, contrarie Sto. Wilde, e os deuses lhe recompensarão pela metade: menos metade de dores de cabeça.

Esopo, eu te odeio.

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Sra. Tempestade - “Chuva também é água do mar lavada no céu”.

Ouch.

Bêbada, deprimida e solitária, eu sonho que vou dormir nesse triste sábado à noite pra acordar somente quando estiver de férias.

Eu daria metade do meu cérebro por um dos homens de Miyazaki agora.

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Sra. Tempestade - “Solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca, sorri seus dentes de chumbo.”

So you’re not gonna crack…

Existem basicamente três formas na vida de fazer uma lavagem para livrar-se dos problemas, com efeitos progressivos nesta ordem: 1) tomando banho; 2) comendo água; 3) se afogando em lágrimas. Eu adotei, ontem, a terceira opção, e recomendo intensamente.

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Depois de Howl e Haku, vamos a  Ashitaka. O melhor de tudo foi a última frase do filme. Me perguntei tanto tempo porque diabos os homens de Miyazaki eram tão perfeitos, e Duda me veio com a resposta mais simples e óbvia: eles são meio femininos. É que eles se preocupam com os sentimentos das suas amadas, e os homens de carne e osso não costumam saber lidar bem com isso. Ponto positivo: estou indo pra França. Ponto negativo: eu não tenho esperança de que os homens deixem de ser ogros mesmo lá.

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“love can be so strange
don´t it amaze you?
every time you give yourself away
it comes back to haunt you
love´s an elusive charm and it can be painful
to understand this crazy world
but you´re not gonna crack
no you´re never gonna crack”

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Basta conversar um pouco com quem entende de vida (cansei das pessoas que entendem de sobrevida), e meu prazer pelas coisas volta completo. Se eu pudesse, casaria ou seria adotada por Dra. Fernanda só pra ouvi-la todos os dias. Tomara que eu seja que nem ela quando eu crescer: simples, linda, prática, inteligente, gentil, independente, cheia da grana… Aiai. Eu sou mesmo uma menina perto dela.

Mas eu chego lá. Ao menos, só falta um mês pra novembro acabar. Então, depois só vai faltar mais um mês pra dezembro acabar. Superei setembro e outubro. Se eu não me atirar da janela da faculdade, eu chego lá.

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“run my baby run my baby run
run from the noise of the street and the loaded gun
too late for solutions to solve in the setting sun
so run my baby run my baby run”

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Criei mil teorias, fiquei triste e deprimida, depois decidi mudar, e aí cheguei á conclusão de que tudo continuava a mesma coisa, baixei mil filmes de Miyazaki, chorei, ri, pedi colo, pintei a unha de rosa. Eu me esforço pra deixar as coisas melhores. Mas o mundo parece não mudar com o passar os dias. Os dias são os mesmos, as pessoas são as mesmas, os pensamentos são os mesmos, os preconceitos também. Então eu fico louca de raiva, digo que vou mudar tudo, choro, quero morrer, vou dormir. E, quando eu acordo, os dias continuam os mesmos. É tudo igual. As pessoas são todas iguais, com poucas exceções. Eu odeio o mundo.

Um abraço de verdade não basta. Agora, é preciso me convencer todos os dias de que vale à pena acordar no dia seguinte.

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“life can be so cruel
don´t it astound you?
so when nothing seems too certain or safe
let it burn through you
you can keep it pure on the inside
and you know what you believe to be right
so you´re not gonna crack
no you´re never gonna crack”

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Continuo perdida no meio do caminho entre mim e minha vida. Como se estivesse num rio de correnteza forte, não consigo pôr os pés no chão, nem nadar contra a corrente, e me deixo levar. Quanto mais eu luto contra as águas, mais me afogo e perco minhas forças. Se me abandono à correnteza, não sei onde vou parar. Nada é bom o suficiente. Não sou nem a dama de ferro, nem a menina de olhos brilhantes. Não sou nada. E nada é bom o suficiente, então eu não sou boa o suficiente. E a minha confusão é tanta que me sobram palavras automáticas e sem sentido.

Como encontrar o caminho entre mim e o fundo do rio? Como voltar a ter os pés no chão, e a força pra nadar contra a corrente? Eu queria, ao menos, ter a força de alcançar os outros que passam por mim na correnteza…

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“find out who you are before you regret it
cause life is so short there´s no time to waste it”

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Desculpem os transtornos. Ainda falta algo de mim, talvez um parafuso. Mas eu chego lá. Espero.

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Sra. Tempestade - Meu filho vai ser gay.

 

PS: A música é Run Baby Run, velha conhecida do meu amado Garbage.

Zona de perigo: mantenha distância

Não me chamem pra sair, só vai me deixar mais frustrada ainda por desapontar os outros. Não tenho tido vontade de mais nada que não ficar prostrada na cama e chorar.

E continuo à procura de coisas interessantes p ler/escrever (na minha cama, ressalte-se).

Não se preocupem. Quando acabarem as aulas, passa.

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Pergunta da semana: Se você fosse Chihiro, voltaria para casa ou ficaria com Haku?

É que assisti a Viagem de Chihiro pela milésima vez, e tive a mesma sensação de sempre quando ela dá as costas a Haku e volta pra casa: eu não voltaria. Será que eu vou querer voltar pra casa quando estiver no parque de diversões? Tenho lá minhas dúvidas.

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A cada dia que passa, odeio mais o mundo e as pessoas que estão nele. Talvez na minha próxima crise eu entre com uma metralhadora lá na faculdade e dê uma de americana.

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O machismo me assuta, e muito. Incrível como os homens tratam as mulheres como posse, propriedade mesmo, como se fossem uma coisa, um objeto. Me assusta tanto quanto me enoja, e é bem verdade que não consigo mais ver nos homens o encantamento que via antes. Hoje em dia, eles só me servem ou calados ou distantes. As exceções são meia dúzia de 3 ou 4. E não estou exagerando.

Por que diabos vocês são incapazes de formular um pensamento que não incluam o pau de vocês no meio? Por que diabos vocês não assumem que isso é fruto de uma necessidade de afirmação gerada por uma insegurança absurda de ser visto como fraco ou gay? Por que vocês não conseguem traçar um raciocínio e superar a cultura por vocês mesmos? Fodam-se todos vocês, por favor. E, de mim, mantenham distância.

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Sra. Tempestade - Atendimento por ordem de chegada.

 

PS1: A quem interessar, nas próximas duas quartas-feiras apresentarei minha pesquisa. Na primeira, no Simpósio do NEIM. Na segunda, no Seminário de Pesquisa da UFBA.

PS2: Minha viagem está confirmada pro dia 01/01 (ótimo número, ótima data - um bom começo, como áries).  Sendo q terei provas até a primeira semana de dezembro (se não ficar em nenhuma final), quem quiser marcar alguma coisa, marque logo, a agenda está enchendo.

Me morra.

Existem os dias ruins e existem os dias péssimos. Preciso de uma nova categoria de dias: os dias que não deviam ter nascido, porque não agregaram nada de bom à nossa existência.

Eu não sei mais o que preciso fazer pra chamar sua atenção.

Estou chegando no meu limite. Mais perto do vai ou do racha?

Alguém se aventura a descobrir?

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Sra. Tempestade - Ou nasce um furacão, ou uma tsunami. Acho que, dessa vez, vai entrar água.

O paraíso e a árvore da sabedoria

Escrito ontem, 26/10/2008, manhã de eleição, ensolarada, céu azul limpo. Atenção: post muito grande.

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Tempestade num copo d’água

Meu sonho hoje foi mais real que minha vida que eu acho que eu vivo. Eu estava lá, conversando, ele vinha e me abraçava assim, de um jeito tão gostoso que até agora eu posso sentir sua pele na minha. E ele enfiava o rosto em meus cabelos, e encostava os lábios em minha orelha esquerda (e eu ainda posso sentir o seu hálito quente em meu pescoço) e dizia que gostava de outra. E eu ficava feliz por ele, e era tudo lindo.

Eu acordei, e a sensação do seu abraço, mais abraço do que qualquer outro abraço que eu tenha dado nos últimos tempos, ficou presa em mim, como se ele nunca tivesse me largado (apesar de obviamente nunca ter tocado em mim). Não pela pessoa imaginária que me deu o abraço sonhado, mas o fato é que eu passei o dia inteiro ansiando um abraço daquele. Não é uma abraço de mentira, que as pessoas dão todos os dias, esse abraço que toca sem sentir. Pensei em Louis Garrel e todos os seus filmes em que seus personagens sabiam como realmente abraçar alguém. Amigo, mãe, irmãos. Talvez por isso eu goste tanto dele: seus personagens são mais reais que minha realidade. Como as cores de um quadro de Monet, que parecem mais vivas que as cores que realmente vivem. Eu quero uma realidade dessas, dolorida de tão vivida.

Então, passando ao largo da vida e de mim mesma, as horas foram passando também e a vontade foi crescendo. E quando o vi, ali, de carne e osso, percebi que a imaginação tem muito mais carne e mais osso que as pessoas. E lamentei que ele fosse real sem ser de verdade. Aliás, me descobri muito falsa diante do meu sonho. No final das contas, meus sonhos não são uma projeção de uma realidade desejada: minha vida é que é a sombra da minha realidade.

Por isso os meninos me entendem melhor que ninguém, por isso a solidão entre as pedras da faculdade. Lá, não tem vida de verdade, só uma projeção mal feita de um mundo em que as pessoas são verdadeiras deusas - como lá na faculdade elas imaginam ser. Eu não estou de vestido listrado e touca na frente desse computador. Eu escrevo com minha mente, são meus pensamentos que te alcançam do outro lado. Esse corpo mal vestido aqui é só uma caricatura da mulher fantástica que existe em uma outra realidade, a verdadeira, onde as pessoas abraçam de verdade.

Eu sinto falta das pessoas. Sinto falta como se nunca tivesse tido elas, porque, no final das contas, nunca tive mesmo. Foram tão poucas vezes que senti alguém, carne, ossos e mente, que duvido até mesmo que as pessoas existam. Eu devo ter imaginado elas.

Mas veja bem, eu me pergunto, por que diabos as pessoas simplesmente não abraçam, e tornam essa vida uma vida de verdade? Eu sei a resposta. Não é à toa que escolho todos os dias estudar e compreender as relações de gênero. Só que me falta tanta vida, e falta a todas as pessoas que conheço, que fico louca e solitária, procurando uma resposta que não esteja na construção da identidade, nos problemas sociais, nas dificuldades de relacionamento impostas pelas regras sociais para estabilizar as relações, nas fragilidades humanas… Enfim. Nenhuma teoria vai me fazer sentir menos só, nem vai me trazer os braços de alguém que não é real - e, nesse momento, só quero por perto as pessoas que são da realidade verdadeira, onde as pessoas sabem abraçar.

Vou escovar meus dentes e dormir. Talvez eu sonhe um outro sonho, talvez eu passe horas me revirando na cama pensando o porquê de tudo isso. Ou talvez eu simplesmente desmaie de cansaço e tédio. Vai ser realmente um milagre se eu não morrer de desgosto até o final do ano. Preciso desesperadamente ver estrelas, ficar primaveril, tocar alguém mais vivo que a vida. Quem sabe, assim, eu encontro meu humor e minha disposição, perdidos há séculos nesse mundo de verdade, aonde eu não vivo mais…

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Sra. Tempestade - Alguém chova comigo, por favor?

Bom era quando os meninos não me deixavam só…

Vestido florido, passos sem destino, olhos presos no alto, procurando cartazes e novidades. Distraído no meio do saguão, o olhar segue de um lado a outro da parede de vidro, fixa-se neste cá na ponta. É tarde demais quando se dá conta dos insistentes olhos atrás da  tal parede de vidro: foi capturado. Dura uma eternidade até que o olhar perdido entenda o que acontece e a quem pertencem os ousados olhos do outro lado. Então, desconcertado, o olhar tenta fugir para outras paredes, o chão, e, ruborizados, os passos correm em direção a lugar nenhum.

Que adianta olhar tanto, se você não tem coragem de falar comigo?

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Menos 100 pontos: é reciclado.

Menos 200 pontos: gosta de Blind Guardian.

Menos 500 pontos: orkut de emo.

É, querido, agora, só com muito papo ou com muita cachaça pra você descer.

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Enquanto todo mundo me diz como o primeiro mês de exilo será terrível, eu tenho um medo e um desejo quase irracionais de não sentir saudades daqui. Será que quando eu voltar, ainda vou conseguir dizer amém a todas as barbaridades que me dizem/fazem? Santo janeiro, chegue logo, por favor.

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Você sabe cuidar de mim como ninguém, inclusive você mesmo. Um pouco de silêncio, um abraço, e, pronto, todas as minhas feridas estão curadas, até mesmo as físicas. Viu como é fácil? Melhor que isso, só dois, melhor, três, ou até mesmo quatro disso. Por semana.

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Saudades de qualquer coisa que ainda não sei o que é. Será que é tempo? Ou será que sou eu? 

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Se um dia eu chegar a ser o chulé das feministas que vi no Colóquio dos últimos dois dias, eu serei a mulher mais feliz do mundo! A sorte me ajude a chegar lá!

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Umas solidões inesperadas na faculdade. E Matanza me consola:

“O último bar quando fecha de manhã

Só me lembra que eu não tenho aonde ir

Bourbon tenho demais, mas que diferença faz

Se você não está aqui pra dividir

 

Nada hoje em dia é como costumava ser

Do jeito que era divertido há um tempo atrás

Varava noite adentro pelos bares por aí

Enchendo a cara e perturbando a paz

 

Não é nenhuma novidade

Ficar uma semana sem dormir

Em cada esquina tem um bar

Em cada copo uma vontade de sumir de vez daqui”

 

O Último Bar, Matanza.

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Sra. Tempestade - Não fui feita para a mediocridade.